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DMBrasil na Turnê Européia 2010 Pt.1 11/4/2010

Recebi o convite para ir em três shows da Turnê Européia 2010 da Dave Matthews Band poucas semanas antes da viagem em si. Mesmo sem ainda saber qual seria a reação do meu chefe e se conseguiria os dias no trabalho, era pegar ou largar. Aceitei de prontidão e comecei os preparativos para a semana que passaríamos (eu e Roberto Amatuzzi, Bartender que me acompanhou durante todo o percurso): antes de mais nada precisava ter certeza de que teríamos ingressos e passes confirmados e, sendo minha primeira vez na Europa (e fazia bastante frio na época), roupas que aguentassem temperaturas que eu, carioca, nunca havia enfrentado.

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Eu vestindo a camisa oficial do Con-Fusion

A primeira boa notícia é que Corsina Andriano, do Con-Fusion (comunidade italiana de fãs da DMB), grande amiga e uma das principais figuras na divulgação do grupo pela Europa, poderia nos encontrar em Londres para a primeira apresentação que presenciaríamos. Além disso, todos relatos que líamos eram claros ao afirmar que a banda estava muito empolgada com a turnê, fazendo performances impressionantes noite após noite e, mesmo com os setlists sem tantas variações como de costume, deixando todas as platéias extasiadas.

A ansiedade já era grande antes de embarcarmos e só aumentou quando a própria Corsina disse que os membros da DMB já sabiam da nossa ida e queriam nos ver. A viagem foi curta: chegamos em Londres no dia 5 de março, rumamos de trem para Manchester, curtimos dois dias em Dublin e voltamos no dia 11. No papel parece até simples, mas dividindo isso em shows, caminhadas intermináveis (mais sobre isso logo) e viagens quase diárias entre as cidades, foi tudo bastante cansativo (e extremamente prazeroso).

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Eu em um dos cartões postais de Londres. Foto por Jeff Coffin.

O primeiro dia em Londres foi ótimo, chegamos no hotel, trocamos de roupa e já saímos para fazer um breve reconhecimento da área. Sempre com sol (coisa rara por lá: tivemos a sorte de não pegar chuva durante toda a estadia na Europa com todos os dias ensolarados - e mesmo assim um frio absurdo), consegui em 48 horas passar por praticamente todos os pontos turísticos da cidade. Nessa hora que Jeff Coffin entra na história: já na primeira noite encontramos o saxofonista da DMB onde marcamos, no centro do Piccadilly Circus. Tomamos um café, conversamos um pouco e depois de alguns pints de cerveja voltamos pro hotel, acertados em fazer alguma coisa cedo no dia seguinte.

DMBFui sozinho encontrá-lo no hotel que a banda estava hospedada e partimos para uma feira de comidas do outro lado do rio Tâmisa chamada Borough Market. Lá encontramos outro amigo dele que mora nos arredores e começamos nossa jornada: Jeff Coffin, além de ser um exímio saxofonista, é, de longe, a pessoa que mais gosta de andar que eu conheço, pelo menos quando está viajando ou em turnê. Andar sem parar. Muitos kilômetros por dia. Toda vez é assim e sempre no final do dia estou podre e ele ainda tem fôlego para um show de 3 horas de duração.

Jeff conversou bastante sobre a banda, disse ainda não ter visto o DVD Europe 2009 (perguntou inclusive se era bom) e afirmou diversas vezes que o clima entre os membros era o melhor possível. Isso tudo sempre andando, logicamente. Por causa disso, meu plano que era voltar para o hotel até as duas para encontrar a Corsina (que chegava nesse dia), arrumar as coisas e ir pro show, foi por água abaixo e acabei atrasando meia-hora do horário marcado. Conclusão: nos desencontramos e a Corsina acabou indo antes para a o local da apresentação.

A O2 Arena de Londres merece um parágrafo à parte: chegar lá e ver a gigantesca estrutura montada em torno da arena em si é impactante. O local, considerado o Madison Square Garden da Europa, é inacreditável. Dentro do complexo, restaurantes, bares, discotecas e as imprescindíveis lojas de merchandise da DMB, com as camisas da turnê e o poster exclusivo e limitado do dia (pra quem não sabe, praticamente todos os shows da DMB tem um poster exclusivo, numerado e limitado è venda). O nível de organização, segurança e respeito ao público infelizmente está a anos luz de qualquer coisa que temos no Brasil em shows de grande porte.

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A entrada da O2 Arena

Nossos nomes já estavam na bilheteria e retiramos os ingressos e passes All Acess. Perguntamos para algumas pessoas e em pouco tempo já estávamos a caminho dos bastidores da O2 Arena. Roberto foi ver os lugares que estávamos sentados e eu entrei para falar com todos. Fotos da DMB estavam espalhadas nos corredores internos apontando as direções das áreas que são organizadas em todas apresentações (a sala da equipe, dos managers, de afinação dos intrumentos, da segurança, a sala de jantar, os camarins, etc...). Passei rapidamente pelo Jeff, que estava conversando com a banda de abertura, Alberta Cross, e dei de cara com o próprio Dave saindo do camarim: olhou pra mim, falou “How are you, you bastard?!”, me abraçou e disse ter rido muito com a foto da minha fantasia de carnaval.

Continua...



Créditos: Rodrigo Simas

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